PRÊMIO LEANDRO MÜLLER DE LITERATURA

O prêmio Leandro Müller de Literatura é IMPOSTO todos os anos no dia 14 de novembro. O objetivo de tal premiação é única e exclusivamente a expressão pessoal do reconhecimento da influência da literatura dos agraciados em meus próprios escritos. Essa premiação não acarreta em nenhum outro benefício senão minha admiração e respeito. E, por ser um prêmio promulgado, no qual os vencedores sequer tomam ciência de serem-no, não há possibilidade de recusa.

2020

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Pierre Bayard

Por me fazer compreender que ler é um exercício contínuo da manutenção das histórias vivas dentro de nós.

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Donald Francis McKenzie

Por ampliar meus horizontes na busca da essência do que é um texto.

2019

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Não houve vencedor

Pela segunda vez na história do PLML, não teremos um escritor laureado. As razões são similares às da primeira vez: o primeiro ano do doutorado. Nota mental: a partir de hoje, seguir o conselho do meu amado mestre e professor Ivair Coelho: "Não deixe a universidade atrapar seus estudos, rapaz."

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Dersö Kosztolányi

Por me fazer duvidar de mim (como nem Descartes conseguiu), Dersö Kosztolányi recebe minha homenagem neste ano de 2019.

2018

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Yuval Noah Harari

Por ter escrito o livro que desejei ter escrito. Por ter escrito o livro que sempre desejei que fosse escrito! Obrigado por me lembrar que, antes de tudo, prefiro ser leitor.

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Robert Musil

Por nos deixar um livro sem fim, metafórica e literalmente, e nos lembrar que não são os fins que importam, minha homenagem em 2018, Robert Musil.

2017

Michael Dobbs

“Por reavivar a obsessão da leitura total, das obras completas, das séries, e de tudo que envolva uma narrativa poderosa.”

Eric Hobsbawm

“Por me ajudar a compreender os caminhos do mundo, e que embora ele pareça seguir sem direção, existe uma lógica por trás de sua desrazão.”

2016

Roger Chartier

"Por ter feito sentido quando, uma vez mais, tudo parecia desafiar a lógica."

Jenaro Prieto

"Por me ensinar como a vida real pode ser amplamente enriquecida com pequenas (ou grandes) alterações na forma como os acontecimentos são narrados ou percebidos; como já o fazemos com nossos currículos."

2015

“Pelo precioso auxílio na criação de uma curadoria de vida.”

Hans Ulrich Obrist
Mary Shelley

“Por me ensinar a ser muito além do que dizem que sou.”

2014

Mário de Carvalho

“Por ensinar que cada palavra possui sua singularidade e que mesmo as descrições podem ser excelentes narrativas.”

Albert Camus

“Pela capacidade de me fazer entender que o outro também somos nós.”

2013

Não houve vencedor

“Pela primeira vez na história do PLML não houve autor laureado. Tal incidente se atribui ao ano ruim, que me direcionou às leituras acadêmicas enfadonhas e me afastou da literatura visceral e realmente importante.”

Dostoiévski

“Por compartilhar esse sofrimento que acomete impiedosamente muitos de nós, fracos demais para resistir à tentação do jogo e a irresistível sina de ser um eterno jogador.”

2012

Tiago Santos

“Por ensinar uma nova ótica para enxergar as coisas cotidianas, Tiago Santos recebe minha láurea neste ano de 2012.”

Clarice Lispector

“Por me ensinar que potência é maior do que o ser, e que finali-dade é só capricho dos ingênuos, Clarice recebe, neste ano de 2012, a homenagem tardia da admiração que sempre tive por ela.”

2011

Leonardo Gandolfi

“Por me demonstrar com um exemplo que o novo pode surgir, Leonardo Gandolfi, recebe minha láurea neste ano de 2011.”

Gilles Deleuze

“Afinal, é assim que somos... sendo, des-sendo, re-sendo... E por tanta transformação para chegar ao devir humano, Gilles Deleuze recebe minha homenagem na presente data.”

Agradecimentos Especiais 2011: o Prêmio Leandro Müller de Literatura de 2011 não pode deixar de destacar a influência de cinco grandes escritores que tiveram importante participação em minha vida profissional e pessoal ao longo deste ano. Assim, João Tordo, Marta Lança, José Eduardo Agualusa, Ondjaki e Inês Pedrosa, recebam meus sinceros agradecimentos pela valiosíssima contribuição que me prestaram.

2010

Rubem Fonseca

“Por demonstrar que deve haver sempre esperança, e renovar a minha, Rubem Fonseca recebe meus louros neste ano de 2010.”

Lúcio Cardoso

“Por me ensinar que devo assumir inteiramente a responsabilidade do mal que andei praticando, Lúcio Cardoso recebe minha homenagem e minha gratidão neste ano de 2010.”

2009

Gonçalo M Tavares

“Pela amplitude vocabular de expressões não dicionarizáveis, Gonçalo recebe meus louros neste ano de 2009.”

Augusto Monterroso

“Minhas ideias não param mais desde que comecei a crer que literatura é movimento. Assim, pelo transtorno que anda a me causar, Augusto Monterroso recebe minha homenagem em 2009.”

2008

Ernesto Sábato

“Pela liberdade de rirmos de nós mesmos, Sábato, já bem velhinho, recebe meus louros em 2008.”

Roberto Bolaño

“Por provar que uma vez trilhei um caminho certo, e por renovar minha crença de que eu posso encontrar outro bom caminho, Roberto Bolaño recebe minha homenagem em 2008.”

2007

Enrique Vila-Matas

“Por ensinar-me a possibilidade de viver invisível, Enrique Vila-Matas recebe minha láurea em 2007.”

Julio Cortázar

“Por demonstrar a existência do infinito e suas possibilidades, Cortázar recebe minha homenagem nesse ano de 2007.”

2006

Albert Cossery

“Por me ensinar a não ter nada, exceto minha altivez, declaro Albert Cossery o merecedor de meus louros no ano de 2006.”

John Fante

“Por provocar bovarismo e me apresentar a Arturo Bandini, John Fante recebe minha homenagem neste ano de 2006.”

2005

Herberto Hélder

“Por me ensinar que literatura não é para contar histórias, mas para nos ajudar a compreender e construir o mundo. Em 2005, meus louros são seus.”

Giovanni Papini

“Por demonstrar que se pode ser surpreendido constantemente, mesmo quando já se está estupefato, Papini recebe minha homenagem em 2005.”

2004

Manoel de Barros

“Esperei 26 anos para que alguém me dissesse o que ele me disse. Hoje minhas raízes voltaram a ser semente. Receba meus louros, Manoel.”

J.W. von Goethe

“De mãos dadas com Werther, homenageio Goethe, por me ensinar a infinitude da intensidade do amor e do amar...”